Embora se possa pensar, estes três lugares tem algumas
diferenças.
Hollywood é um distrito
de Los Angeles, na Califórnia, Estados Unidos. Nos anos
20, este local começou a atrair a atenção dos produtores de
filmes devido ao clima, pois neste local o clima era mais ameno que nos outros
sítios. Passou a ser importante porque os terrenos eram muitos, baratos e quase
inexplorados o que dava muito jeito aos produtores. Assim, este local passou a
ser um sítio de referência para a realização de filmes.
O primeiro estúdio construído na região
de Los Angeles foi o da Selig Polyscope, em 1909-1910.
E o primeiro filme rodado em Hollywood
foi uma curta-metragem de 17 minutos chamado “Velha Califórnia”, dirigido em
1910 pelo famoso D.W. Griffith, um dos maiores nomes dos primórdios do cinema.
Outro gênio dos primeiros anos do cinema, Cecil B. De Mille, rodou em 1914,
junto com Oscar Apfel, a primeira longa-metragem em Hollywood, “The Squaw Man”.
Tão intenso foi o êxodo de
produtores e estúdios para a Califórnia que, em 1915, a região de Los Angeles
já superava Nova Iorque como o maior polo produtor de filmes dos Estados
Unidos. A palavra “Hollywood” virou praticamente sinônimo de cinema
norte-americano. E seu maior símbolo é o imenso sinal de Hollywood, localizado
nas Montanhas de Santa Mónica. O sinal tem 110 metros de comprimento por 11
metros de altura e foi erguido, originalmente, para anunciar um empreendimento
imobiliário, mas acabou ficando por lá e tornou-se um ícone do poder da
indústria do cinema.
Já
“Bollywood” não é um lugar, mas o nome dado à indústria de filmes baseada em
Bombaim (ou Mumbai), na Índia. Curiosamente, o nome foi adaptado de “Tollywood”,
nome de um polo de cinema rival ao de Bombaim, o de Tollygunge, em Calcutá, que
dominava o cinema indiano até os anos 30 ou 40. O termo “Bollywood” surgiu nos
anos 70, quando a Índia superou os Estados Unidos em número de filmes
produzidos anualmente. Este Nome deve –se apenas ao facto de que os filmes são
produzidos na região de Bombaim.
Os
filmes de Bollywood, em sua maioria, são melodramas musicais, histórias
românticas de amores impossíveis e finais felizes, feitos para chorar e rir.
Nenhum filme de Bollywood é completo sem vários números musicais ao estilo da
Broadway, com direito a coreografias complexas e música festiva. Os filmes
costumam carregar nas cores, sempre em tons berrantes.
Se até
os anos 70 os filmes de Bollywood eram produzidos para o mercado interno e
exibidos apenas em cinemas indianos, eles logo começaram a ser exportados para
todo o mundo e mostrados em países com comunidades indianas. Isso ajudou a
tornar os filmes conhecidos ao redor do planeta e acabou por influenciar até
mesmo o cinema de Hollywood, especialmente nos filmes musicais lançados
recentemente por estúdios norte-americanos, como “Chicago”, “Rent”, “O Fantasma
da Ópera”, “Mamma Mia” e “Moulin Rouge”, cujo diretor, Baz Luhrman, deu
entrevistas dizendo ter sido diretamente influenciado pelos musicais
bollywoodianos.
Por fim,
Nollywood, também não é um lugar, mas é o apelido dado à indústria de filmes
que mais cresce no mundo que se situa na
Nigéria. Sem cinemas para exibir filmes, diretores e produtores nigerianos
fazem produções rápidas e baratas, visando apenas o mercado de DVDs. Um filme
de Nollywood custa, em média, a bagatela de 15 mil dólares e vende 50 mil DVDs,
garantindo margens de lucro gigantes.
Para baratear a produção, os filmes são rodados na rua ou em locações, como hotéis e restaurantes, ou mesmo nas casas dos produtores. As histórias variam de romances a filmes policiais e de terror. A população nigeriana gosta tanto dos filmes nacionais que o número de venda de DVDs de produções locais supera o dos “bloskbusters” hollywoodianos. O próximo passo, dizem os produtores, é levar os filmes para outros países da África.
Para baratear a produção, os filmes são rodados na rua ou em locações, como hotéis e restaurantes, ou mesmo nas casas dos produtores. As histórias variam de romances a filmes policiais e de terror. A população nigeriana gosta tanto dos filmes nacionais que o número de venda de DVDs de produções locais supera o dos “bloskbusters” hollywoodianos. O próximo passo, dizem os produtores, é levar os filmes para outros países da África.
Hollywood,
Bollywood, Nollywood: três países, três continentes, três formas diferentes de
produzir cinema.
Assim
sendo, o maior produtor de filmes do mundo é Bollywood, na Índia. De lá saem,
todo ano, cerca de 1.100 produções. Em segundo fica Nollywood que é o maior
polo de produção de filmes no mundo, apelido da indústria de filmes da Nigéria.
Lá são feitos, em média, mil filmes por ano. Por fim e em tereceiro fica
Hollywood com uma média de 650 filmes por ano. Apesar disso, é a mais rentável
indústria de cinema do mundo, faturando cerca de 11 bilhões de dólares por ano,
contra 3 bilhões de Bollywood e 250 milhões de Nollywood. Hollywood, Bollywood
e Nollywood. Os nomes são parecidos, mas os filmes, a indústria e a maneira de
fazer filmes não poderiam ser mais diferentes.
Realizado por: Stephanie Freitas
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