domingo, 15 de dezembro de 2013

"Invictus"

Em fevereiro de 1990, Mandela (interpretado por Morgan Freeman) acabara de sair da prisão, 27 anos depois. Quatro anos mais tarde, foi eleito o primeiro presidente negro da história de um país onde, por décadas, a maioria negra não tinha quaisquer direitos políticos, sociais e económicos. Face a isso, existia uma enorme tensão em África do Sul. Do lado dos negros, devido à ânsia de ocupar seu espaço e, em alguns sectores, de procurar vingança. Do lado dos brancos, eram considerados a elite económica e cultural da nação
Mostrando uma sabedoria política exemplar, Mandela tinha a consciência da necessidade de tentar unir os dois povos, para tal teria de satisfazer aos dois lados e posteriormente conquistá-los. Surgiu então uma oportunidade única, e Nélson Mandela olhou para ela com tremenda sabedoria e perspicácia, pois sabia que o desporto poderia unir uma nação. África do Sul organizou assim Taça Mundial de rugby. O rugby era um desporto branco por excelência, o sendo desprezado pela maioria negra, que torcia ostensivamente por todo e qualquer adversário da equipa nacional nas competições. Para piorar a situação, a selecção nacional também não apresentava um nível de desempenho que lhes permitisse sonhar com a conquista do troféu.
Para garantir a unificação do povo, Mandela teria primeiro que garantir a unificação da equipa nacional de rugby e para tal, abriu uma vaga na sua apertadíssima agenda para receber o capitão da equipa de rugby, François Pienaar (interpretado por Matt Damon).
A atitude do presidente confunde não só Pienaar, prestigiado membro da elite branca, como os seus próprios colaboradores negros. Nenhum dos lados entende o alcance deste esforço. Alguns consideram simplesmente ridículos que o presidente se ocupe de um assunto desportivo num momento em que o país se debatia com um dramático deficit de investimentos, além da precariedade das infra-estruturas, dos transportes, da saúde e da educação.
A verdade é que contra tudo e contra todos, Nélson Mandela sobe potencializar toda a sua inteligência para conseguir unir uma nação fracturada através do desporto.

Um exemplo para todos nós, mas em especial para profissionais da área da educação, da área da intervenção social, pois o deporto pode ter um contributo fundamental para a aprendizagem e consolidação de novos hábitos e comportamentos.

Realizado por: João Malho

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