Tadeusz
Sobolewicz, sobrevivente dos campos de Auschwitz-Birkenau,
Buchenwald, Flossenburg e Regensburg. “Os rapazes estavam fervendo
um pedaço de carne. Eu não gostava, mas engoli um pedaço. Eles me disseram mais
tarde onde o tinham achado. Era um pedaço de um corpo morto. Eles o cortaram
das nádegas”.
Quando me deparei sobre este entre
mais testemunhos de pessoas que sobreviveram ao holocausto, senti uma mistura
de sentimentos, todos eles negativos.
Nesta altura Adolf Hitler
pretendia que o mundo fosse apenas com pessoas de raça ariana, no entanto ele
próprio não o era. Qual seria a ideia? Também vi que Hitler apenas queria
escravizar as pessoas de religião judaica, mas então porque de matar sempre que
algo não corria bem, porque deixar essas pessoas a morrer à fome, desidratadas,
cheias de doenças e, se não forem estas as razões da sua morte acabadas numa
camara de gás, gritando pela vida até ao último suspiro?
Este acontecimento, foi vergonhoso
para todos os alemães, incluindo nos dias de hoje, sendo mesmo considerado
insulto brincar com o gesto realizado a Adolf Hitler.
É impossível para quem por lá não passou, sentir o
desespero do que é viver naqueles campos de concentração, ansiando pela
liberdade, presos pela esperança, suplicando para que aquele pesadelo acabasse.
Muitos tentaram a sua sorte ao
tentar fugir dos campos, mas tal era praticamente impossível devido ao arame
farpado que delineava os mesmos. Dos milhões de judeus que estavam presos,
apenas um número mínimo conseguiu escapar para contar a sua história.
Este é um dos piores exemplos de
racismo que marcou e irá sempre marcar a história e, apesar de atualmente não
serem chegados a estes extremos, o racismo é e irá sempre ser uma luta
constante.
Todos temos os mesmos direitos,
independentemente da cor da pele, raça, crença, religião. Todos temos direito à
vida. Mas ninguém tem o direito de fazer a vida de outra pessoa num inferno
apenas por ter ideais diferentes. O mundo foi feito para sermos todos diferentes,
e diferentes que somos temos que aprender a respeitar essas mesmas diferenças.
Realizado por:
Vanessa Monteiro

Sem comentários:
Enviar um comentário